Quando se fala em como manter a qualidade do sono, um dos primeiros hábitos apontados como nocivos é o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. Isso se dá por conta da luz azul, responsável por estimular o cérebro a permanecer ativo por mais tempo.
Neste artigo, você vai conhecer detalhes sobre a relação entre a luz azul e a qualidade do sono e como diminuir os riscos de ter uma noite de sono desconfortável por conta do celular. Boa leitura!
O que é a luz azul?
A luz azul é um espectro de luz visível, presente de forma natural na luz do sol e de forma artificial nas telas de aparelhos como smartphones, computadores e televisores, além das lâmpadas de LED e fluorescentes.
Embora a luz azul natural do sol ajude a regular nosso ritmo circadiano, o excesso de exposição a esse tipo de iluminação pode gerar diferentes efeitos no nosso corpo, e a perda de sono é um deles.
Como a luz azul interfere no sono?
A luz azul pode influenciar o ritmo circadiano, o mecanismo interno que ajuda o organismo a entender quando é hora de estar acordado ou de dormir. À noite, a exposição à luz pode reduzir a produção de melatonina, hormônio associado à preparação do corpo para o sono.
Por isso, ficar por muito tempo diante de telas próximo ao horário de dormir pode dificultar o relaxamento e atrasar o início do sono, especialmente quando esse hábito se torna frequente.
Além disso, a luz azul também está associada a problemas de fadiga ocular e olhar seco, provocados após usar o computador ou o celular por muito tempo, hábito que pode resultar em uma menor quantidade de piscadas, pelo foco nas telas.
Como reduzir os efeitos da luz azul à noite?
Não é necessário abandonar completamente o uso de dispositivos eletrônicos. Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a criar um ambiente mais favorável ao descanso:
– Evitar usar celular, tablet ou computador imediatamente antes de dormir
– Diminuir o brilho das telas durante a noite
– Ativar o modo noturno ou o filtro de luz azul dos dispositivos
– Dar preferência a atividades relaxantes antes de ir para a cama, como uma leitura leve
– Manter o quarto escuro e confortável para dormir
Novos estudos sugerem um impacto menor
De acordo com uma pesquisa publicada na revista Nature Human Behaviour, a luz azul pode não ser mais nociva ao organismo do que outras fontes de iluminação, como a luz branca ou amarelada.
Entretanto, esse é apenas um estudo entre diferentes pesquisas que investigam a relação entre a exposição à luz e a qualidade do sono. Além disso, é importante considerar que o problema pode não estar apenas na luz azul: os conteúdos consumidos no celular também podem estimular o cérebro e dificultar o relaxamento antes de dormir.
Por isso, mais do que se preocupar exclusivamente com a luz azul, vale observar o uso de telas como um todo e criar uma rotina que favoreça a preparação do corpo para o descanso.